Arrendamento em Portugal: onde procurar casa mais barata

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O arrendamento em Portugal desceu um pouco nos anúncios. Mas, para famílias em Lisboa, Porto e Algarve, procurar casa ainda é difícil. É preciso NIF (Número de Identificação Fiscal), caução e paciência.

Segundo o índice Idealista, em abril de 2026, o preço médio pedido no país foi 16,4 euros/m². Foi 2,7% menos do que no ano anterior. Mas as cidades principais continuam caras. Lisboa tem 22 euros/m². Porto tem 16,6 euros/m². Faro tem 14,9 euros/m² e uma subida anual de 10,6%. Segundo o mesmo relatório, a cidade do Porto ficou 6,6% mais barata num ano. Entre as cidades mais baratas, o Idealista cita Viseu, Portalegre e Guarda

Para uma família, isto significa uma conta simples. Mesmo uma “queda do mercado” nem sempre dá uma casa possível de pagar.

Por regiões, a Área Metropolitana de Lisboa custa 19,6 euros/m². O Algarve custa 15,2 euros/m². O Norte custa 13,8 euros/m². O Centro custa 10,3 euros/m², segundo o Idealista Estes dados mostram preços em anúncios. Não mostram sempre o valor final no contrato. Dados locais novos do INE (Instituto Nacional de Estatística) atrasaram por causa de revisão do método

Onde procurar mais barato? Em Lisboa, vale ver não só o centro. Também vale ver municípios à volta da cidade. Mas conte o transporte para o trabalho ou a escola. No Porto, veja Porto e também a Área Metropolitana do Porto.

No Algarve, a época do ano é importante. Em zonas turísticas, os donos preferem muitas vezes contratos curtos ou de verão. Por isso, procure arrendamento longo com tempo. Procure também longe do mar. Para preços mais baixos, veja o Centro e o interior Norte.

Entre os apoios, o primeiro para jovens é o Porta 65 Jovem. É uma ajuda do Estado para pagar parte do aluguer. Serve para pessoas dos 18 aos 35 anos. Num casal, uma pessoa pode ter 36 anos. Isto só vale se a outra não passar dos 35 anos. Os pedidos são feitos online e sem custos. Mas o programa Porta 65 Jovem não serve para alugar quartos

Também existe o Programa de Arrendamento Acessível / Programa de Apoio ao Arrendamento. É uma programa de aluguer mais barato. Tem preços abaixo do mercado. As regras dependem do dinheiro que o inquilino recebe. Pelo IHRU (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana), pode pedir casa com apoio. Chama-se habitação em arrendamento apoiado. É casa social com aluguer apoiado. O pedido vale por 1 ano

Se há uma crise e não há casa, o gov.pt aconselha pedir ajuda. Pode falar com a Segurança Social, Lojas de Cidadão ou Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Esta última é uma organização social de ajuda em Lisboa. Elas podem informar sobre Centros de Alojamento Temporário. São locais para ficar por pouco tempo. Para dúvidas sobre programas do IHRU, existe o Gabinete de Apoio ao Arrendamento. É um balcão de apoio aos inquilinos. Email: [email protected]. Telefone: 21 723 15 00.

Para o contrato, normalmente pedem identificação, NIF e prova de rendimentos. Para pessoas fora da UE, também pedem passaporte e autorização ou visto de residência. A DECO PROteste (organização de defesa do consumidor) aconselha contrato escrito e recibos. Isto protege o inquilino. Também é muitas vezes necessário para pedir apoios.

Antes de pagar, peça a certidão predial. É uma prova do registo da casa. Peça também a caderneta predial. É a ficha fiscal da casa. Peça a licença de utilização. É a licença para usar a casa. Peça o certificado energético e a identificação do dono. Estes papéis ajudam a verificar a casa e o direito de a alugar. A caução não pode passar duas mensalidades. O pagamento adiantado também tem limite de dois meses, se estiver escrito.

Para famílias ucranianas, as barreiras são conhecidas. Há fiador, vários meses pagos antes, papéis e rendimento estável. Em 2023, Pavlo Sadokha era presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal. Num texto da RTP/Lusa, ele disse que a casa era o maior problema dos refugiados ucranianos. Esse comentário já tem três anos. Mas os preços atuais em Lisboa, Porto e Algarve mostram uma coisa. A casa ainda não é um tema fácil para famílias recém-chegadas.

O conselho principal é simples. Não envie dinheiro com pressa. Isto vale mesmo se a casa parecer “quase sua”. Também vale se as fotos com azulejos parecerem muito boas. Verificar o contrato, os papéis e a morada real pode poupar muito dinheiro. Pode poupar mais do que um bom desconto num pastel de nata.

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