
O chefe da NOS, Miguel Almeida, falou sobre um problema grande. A NOS é uma das três maiores empresas de telefone em Portugal. Ele disse que a proibição de marcas chinesas vai custar muito dinheiro. Ele falou no congresso da APDC em Lisboa, nos dias 6 e 7 de maio. A APDC é uma associação de comunicações digitais. Ele disse: «A proibição de alguns fornecedores vai ter custos muito grandes» — disse à RTP.
E disse mais: «Se a Europa quer que as empresas de telefone protejam a sua independência, tem de criar condições. Essas empresas precisam de ter dinheiro para isso.»
O que se passa e porquê
A Comissão Europeia deu um conselho no dia 7 de maio de 2026. Pediu aos países da UE para tirar a Huawei e a ZTE das redes de telefone e internet. O motivo é a segurança digital. As duas empresas são chinesas. Pela lei da China, elas devem ajudar os serviços secretos.
A nova lei de segurança digital da UE foi apresentada em janeiro de 2026. Ela torna certas regras obrigatórias. Antes, estas regras eram voluntárias. As empresas têm três anos para tirar os aparelhos de risco — escreve o ECO.
Para entender melhor: Portugal já em 2023 mandou tirar das redes 5G aparelhos de países fora da UE, OTAN e OCDE. Mas a troca é lenta. A MEO é a empresa que mais usa Huawei. Ela adiou o prazo de 2028 para 2031.
Quanto custa
As associações GSMA e Connect Europe fizeram contas. As empresas de telefone da UE vão gastar €3,4 a 4,3 mil milhões por ano. Em cinco anos, o custo pode chegar a €21,5 mil milhões — diz o ECO. Só na Alemanha, a troca da Huawei pode custar €2 mil milhões.
Alguém vai pagar isto. E há medo de que sejam os clientes.
Os preços já subiram no início de 2026
A MEO, a NOS e a Vodafone confirmaram subidas de preços a partir de janeiro de 2026. A subida segue o nível da inflação. As empresas não dizem que é por causa da Huawei. Mas a tendência é clara.
O que fazer: as opções mais baratas para imigrantes
Segundo os dados da CNN Portugal e da DECO Proteste, a Digi não subiu os preços. A DECO Proteste é a maior associação de defesa do consumidor em Portugal. A Digi é uma empresa romena. Ela trabalha em Portugal desde 2024. A Digi é a mais barata:
| Serviço | Digi | MEO / NOS / Vodafone |
|---|---|---|
| Telefone 100 GB | €5 por mês | €14,99–15 |
| Internet 1 Gbps | €10 por mês | €29,99–31 |
| Pacote (internet + TV + telefone) | €25 por mês | €59,99–65,50 |
🔑 Para ligar para a Ucrânia: o plano Digi de 200 GB por €9 por mês inclui 400 minutos para o estrangeiro. É a melhor opção para falar com a família.
Mas há um problema. A Digi só funciona bem em Lisboa e no Porto. Se vive no Algarve ou noutra zona, veja as marcas baratas das grandes empresas: Uzo (da MEO), Woo (da NOS), Amigo (da Vodafone). O serviço de telefone nelas começa nos €5 por mês, diz a DECO Proteste.
Se a empresa subiu o preço: os seus direitos
A ANACOM é quem controla as comunicações em Portugal. A ANACOM explica: se a subida de preço vai além do que diz o seu contrato, a empresa deve avisar um mês antes. Depois, tem 30 dias para sair do contrato sem pagar multa. Isto vale mesmo no período de fidelização. A fidelização é quando se compromete a ficar 24 meses.
O que fazer: leia o seu contrato. Veja se há uma parte sobre subidas de preço automáticas. Se não há, ou se a subida é maior do que o contrato diz, pode sair sem multa. Pode fazer queixa no Livro de Reclamações Eletrónico. É o livro de queixas na internet. Guarde este artigo. Estas dicas vão ser úteis quando chegar a próxima conta.