
O Governo de Portugal aprovou, em 7 de maio, um pacote para reforçar as urgências dos hospitais. A atenção está nos pagamentos extra para médicos nos Serviços de Urgência. Mas as equipas do INEM ainda não veem uma medida clara para si. O texto oficial fala de novos regimes para as urgências do SNS. O SNS é o Serviço Nacional de Saúde. Também fala de uma nova estrutura para o INEM. INEM quer dizer Instituto Nacional de Emergência Médica, informa o Governo de Portugal
O Governo chama a medida “regime excecional de incentivos remuneratórios”. Isto quer dizer pagamentos extra para médicos que mantêm a urgência a funcionar. A medida conta também trabalho extra acima dos limites anuais. Para o INEM, o mesmo texto promete o estatuto de Instituto Público de Regime Especial. Promete mais liberdade de gestão, melhor pagamento e direção clínica mais forte. Mas não mostra uma medida rápida e detalhada para operadores CODU, TEPH e outras equipas: Governo de Portugal
Para contexto: CODU quer dizer Centro de Orientação de Doentes Urgentes. É o centro que recebe e organiza chamadas médicas de emergência. TEPH quer dizer Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. São técnicos que ajudam antes da chegada ao hospital. Muitas vezes, são os primeiros a ajudar no local.
O tema chegou à rádio nacional. A RTP/Antena 1 informou em 9 de maio sobre a Comissão de Trabalhadores do INEM. Também falou das perguntas sobre apoios do Governo à direção do instituto.
Esta não é a primeira tensão sobre a reforma do INEM. Antes, as equipas criticaram a Comissão Técnica Independente. Disseram que a comissão não ouviu as estruturas internas. Essas estruturas conhecem bem o SIEM no trabalho diário. SIEM quer dizer Sistema Integrado de Emergência Médica, informa a RTP
Isto quer dizer que a ambulância chegará mais tarde amanhã? Não existe uma conclusão oficial nesse sentido. Mas o tempo de resposta depende de várias partes. Não depende só do número 112. Conta a triagem da chamada, a equipa disponível e a ambulância. Conta também haver macas livres no hospital. E conta haver pessoas suficientes em cada fase.
Desde 2 de janeiro, o INEM usa cinco níveis de prioridade. P1 — emergente, P2 — muito urgente, P3 — urgente, P4 — pouco urgente, P5 — não urgente. Segundo o Jornal de Notícias, para P2, o objetivo é ter o primeiro meio de ajuda até 18 minutos. Para P3, é até 60 minutos. Para P4, é até 120 minutos. Os casos P5 vão para a SNS24, sem envio de meios de emergência: Jornal de Notícias
A pressão é grande. Em 2025, o CODU recebeu 1 656 891 chamadas de emergência. Foi o valor mais alto de sempre. Mais de 109 mil casos foram vistos na triagem como não emergentes. Depois, foram enviados para a SNS24, segundo o Jornal de Notícias
Cartão prático curto para ucranianos em Portugal
Ligue 112 se existir dor no peito, suspeita de AVC ou perda de sentidos. Ligue também com muito sangue, respiração difícil ou acidente com feridos. Use 112 com queimaduras graves ou sufoco. O 112 funciona de graça, 24/7: Gov.pt e DECO Proteste
Se a situação não parecer risco de vida, ligue para a SNS24. O número é 808 24 24 24. Use para febre, tosse, náuseas, diarreia ou dor leve a média. A SNS24 faz triagem, dá conselho e indica o caminho. Ao contrário do 112, a chamada para a SNS24 pode ser paga no telemóvel: SNS e DECO Proteste
Se não fala português, comece em inglês: “I don’t speak Portuguese. I need an ambulance. I am at…” Depois repita a morada, a cidade e um ponto de referência. Diga os sintomas, a idade da pessoa e o seu número. A Comissão Europeia explica que o 112 deve ligar a ambulância, bombeiros ou polícia. Os operadores podem ver o local da chamada. Também podem passar a chamada aos serviços certos: European Commission
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