
Espanha começou hoje a tirar mais de 100 pessoas do navio MV Hondius. Há uma doença a bordo chamada hantavírus. O navio chegou a Tenerife (Ilhas Canárias) às 06:30 da manhã. A DGS (Direção-Geral da Saúde) diz que o risco para Portugal é baixo. Não há testes extra nos aeroportos.
O que aconteceu
O navio MV Hondius é da Holanda. Saiu do porto de Ushuaia, na Argentina, no dia 1 de abril. O navio levou 88 pessoas e 59 membros da equipa de 23 países. No dia 6 de abril, um homem de 60 anos da Holanda ficou doente. Morreu no dia 11 de abril, diz a Renascença.
A OMS confirmou 6 casos da doença e 3 mortes. A doença é do tipo chamado Andes. É o único tipo que pode passar de pessoa para pessoa. Mas isso é muito raro.
A saída do navio
A operação começou por volta das 09:30, hora de Lisboa. As pessoas saíram em grupos de 5 com máscaras FFP2, diz a Euronews. Do porto ao aeroporto fizeram um caminho fechado de 10 km. Usaram autocarros do exército. Não houve contacto com as pessoas da zona.
Primeiro saíram 14 pessoas de Espanha para um hospital militar em Madrid. Depois saíram pessoas do Reino Unido (20), dos EUA (17), de França, da Holanda, da Bélgica, da Alemanha e de outros países. Uma pessoa de França ficou doente durante o voo. Todas as pessoas vão ter de ficar em casa durante 42 dias, diz a RTP.
Um avião de Portugal também ajudou. É um Boeing 767-300ER da empresa EuroAtlantic Airways, diz o CM Jornal.
Portugal e a Ucrânia
No navio há uma pessoa de Portugal. É membro da equipa. Nasceu na Índia e vive no Reino Unido. Não vai voltar para Portugal. Vai ficar com 43 membros da equipa para levar o navio até à Holanda, diz o Público.
O navio tem pessoas de 23 países. A lista de nomes não é pública. Por isso, não se sabe se há pessoas da Ucrânia a bordo.
A diretora da DGS, Rita Sá Machado, disse que o problema está controlado. A ministra da saúde, Ana Paula Martins, confirmou: o risco para quem vive em Portugal é «muito baixo». Não há testes especiais nos aeroportos de Lisboa e de Faro.
O que é esta doença e por que não ter medo
O hantavírus é uma doença que vem dos animais. Os ratos levam esta doença. As pessoas ficam doentes quando respiram ar sujo. O ar fica sujo com restos de ratos doentes. Isto acontece em espaços fechados. Não é gripe nem COVID. Não passa pelo ar entre pessoas num grupo, diz a Renascença.
O tipo Andes é o único que já passou entre pessoas. Mas só entre pessoas muito próximas, como marido e mulher. O tempo entre o contacto e os sinais da doença é de 2 a 4 semanas. Às vezes pode ser até 8 semanas. Os sinais são: febre, dor de cabeça, dor nos músculos e enjoo. Não há remédio nem vacina. Os médicos tratam os sinais da doença.
A OMS diz que o risco no mundo é baixo. O INSA (Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge) faz testes em ratos em Portugal muitas vezes. Nunca encontraram a doença em ratos em Portugal nem em Espanha. Não é preciso ter medo.
O que fazer se viajou para a América do Sul
Se viajou à Argentina, ao Chile ou à Antártida, tenha atenção. Se tem febre, dor forte nos músculos ou falta de ar, fale com o seu médico de família. Pode também ligar para o SNS 24 pelo número 808 24 24 24. Diga que viajou. A linha funciona em português. Se precisa de ajuda com a língua, peça a um amigo ou vizinho.